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Orquestra Barroca do Festival grava sinfonia para marcar os 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil

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Divulgação
ORQUESTRA REGISTRA A PRIMEIRA SINFONIA NOS MOLDES CLÁSSICOS COMPOSTA EM SOLO BRASILEIRO
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Todos os anos, durante o Festival, um elenco de artistas de sólida carreira internacional, dirigido pelo premiado violinista barroco Luís Otávio Santos, se reúne em Juiz de Fora (MG) para gravação do CD e participação na programação cultural e em cursos. Esta gravação materializa o projeto de divulgação da música colonial brasileira e da música antiga realizado pelo Festival.
Uma da obras registradas este ano faz uma homenagem aos 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil. Em seu nono CD, a Orquestra Barroca traz a primeira sinfonia nos moldes clássicos composta em solo brasileiro: a Sinfonie a Grand Orchestre, em mi bemol maior, do austríaco Sigismund Ritter von Neukomm. O compositor veio para o Brasil seguindo a corte portuguesa. O álbum da Orquestra Barroca traz, ainda, uma das mais importantes obras do período clássico europeu: a Sinfonia “Haffner” em ré maior KV 385 de W. A. Mozart.
A sinfonia de Neukomm foi composta no rastro das transformações sociais, econômicas e artísticas que se processaram com a chegada da Família Real ao país.“Seguindo a aristocracia portuguesa diversos artistas europeus se transferiram para o Brasil nessa época e, rapidamente, o gosto da elite européia estabelece no Brasil um novo paradigma de estilo e cultura. Para a música brasileira, a vinda do compositor austríaco Sigismund Ritter von Neukomm ao Rio de Janeiro teve grande importância. Aluno de Joseph Haydn, ele trouxe ao país o estilo clássico centro-europeu e, sem dúvida, influenciou a vida musical carioca do início do século XIX e compositores nativos como o Padre José Maurício Nunes Garcia”, explica o regente da orquestra.
Para Luís Otávio, a gravação da Sinfonia “Haffner”, de Mozart, reafirma a maturidade da Orquestra por exigir grande virtuosismo e fôlego. A Orquestra barroca do Festival recebeu o prêmio “Disco de Ouro” em 2006, concedido pela revista musical “Diapason”, pelo CD com obras de J. F. Rebel, J. S. Bach e Emerico Lobo de Mesquita. Luís Otávio Santos atua com as mais conceituadas formações de música barroca no panorama mundial. Em 2007, o violinista, que é diretor artístico do Festival e diretor para assuntos internacionais do Pró-Música, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, distinção concedida aos que mais se destacam na divulgação da cultura brasileira. No Brasil, além das atividades ligadas ao Centro Cultural Pró-Música, fundou e coordena o Núcleo de Música Antiga do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim-ULM em São Paulo, onde também é professor de violino barroco.
A gravação do CD será feita no Teatro Pró-Música entre os dias 9 e 12 de julho. A Orquestra Barroca do Festival se apresenta no dia 14, às 20h30, no Cine-Theatro Central.
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