|
Maior evento de música antiga da américa latina realiza mais de 40 concertos em nove cidades

|
|
Divulgação
Sinfônica Heliópolis e grupo Anima se apresentaram no festival
|
|
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga encerrou sua 18ª edição se firmando como o principal evento do gênero na América Latina. No total, 740 estudantes de música, vindos de várias partes do país e do exterior, participaram dos 40 cursos de instrumentos diferentes oferecidos por 58 professores de renome internacional. Pela segunda vez consecutiva, o maior nome do ensino de viola da gamba no mundo, o belga Philippe Pierlot, ministrou curso e participou da programação cultural. Seu retorno marca a aposta no trabalho conseqüente desenvolvido pelo Festival, especialmente por seu departamento de música antiga. Além disso, mais de 80 mil pessoas prestigiaram os concertos, todos gratuitos, realizados em Juiz de Fora e palcos avançados de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Tiradentes, Mariana, Matias Barbosa, São João Nepomuceno, Rio Pomba e Nova Lima.
Além da efervescência cultural, o Festival se firmou como importante instrumento de fomento econômico da região. Nesta décima oitava edição, os participantes do evento, que, além dos alunos são 58 professores, 391 artistas de outras cidades e 296 do município, usaram 1.453 diárias de hotel, 5.600 alojamentos e quase 15 mil refeições ao longo dos 14 dias de evento.
Um dos destaques desta edição ficou por conta da primeira gravação no Brasil de obra de Haydn com instrumentos de época. Na segunda semana de julho, um elenco de artistas de sólida carreira internacional desembarcou em Juiz de Fora para formar a Orquestra Barroca do Festival e gravar o CD, cujo lançamento acontecerá no final do ano. Além do compositor europeu, integram o disco peças de padre José Maurício Nunes Garcia, também estas registradas pela primeira vez com instrumentos de época. A Orquestra Barroca apresentou-se no segundo dia do Festival, 16 de julho, no Cine-Theatro Central. O concerto, um dos mais aguardados da programação, contou com regência do violinista barroco Luis Otávio Santos, que também atua como diretor artístico do evento.
Concertos, master classes e exposições
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob regência de Marcelo Ramos, abriu a programação, no dia 15, às 20h30 no Cine-Theatro Central. Outro destaque na programação foi a apresentação da grande estrela da viola da gamba, o belga Philippe Pierlot, ao lado de Luís Otávio Santos (violino barroco) e Alessandro Santoro (cravo), no dia 26, na Igreja do Rosário. A apresentação do Grupo Ânima, que lançou o CD "Espelho", no dia 21, no Cine-Theatro Central, foi outro marco da programação. O público pôde prestigiar, ainda, o resultado prático do aprendizado nos cursos nas apresentações dos grupos formados por alunos do Festival, como a Orquestra de Crianças, o Madrigal, as Orquestras Experimentais e Orquestra e Coro Colonial.
Grupos estrangeiros fizeram os concertos vespertinos do evento. No dia 22, os noruegueses do Tradisjonel Música apresentaram-se no Teatro Pró-Música. O Antique Córdova Ensamble, da Argentina, ocupou a bela Capela da Academia no dia 23. O Pró-Música também ofereceu ao público, todas as tardes, no Calçadão da Rua Halfeld, apresentações musicais, dos mais variados estilos. Uma novidade, este ano, foi a realização de master classes de dança barroca (Raquel Aranha), clarinetes históricos (Mônica Lucas), violino (Ole Bohn) e piano (Geir Braaten), além de duas exposições: "Lobo de Mesquita: vida e obra", com curadoria da Pró-Reitoria de Cultura da UFJF, na Galeria Renato de Almeida e "Tudo é vaidade...", com obras de André Lopes, Fernanda Cruzick e Renato Abud, no Espaço Manufato.
Mais uma vez, a Academia de Comércio sediou todos os cursos oferecidos no evento, garantindo aos alunos conforto e infra-estrutura de primeira qualidade. Outro parceiro importante são os Grupos Centrais, que já abriu espaço para oficinas em outras edições do Festival e hoje oferece alojamento para participantes do Festival. De acordo com o diretor Gabriel Christovam Guimarães Júnior, a parceria com o Pró-Música existe desde o início da realização do evento. Ele destaca o grande interesse em contribuir com o Festival por ser um meio de integração que desperta grande interesse dos alunos, além de fomentar a cidade. O Cesporte também é outro parceiro antigo. Este ano, foram oferecidos dez alojamentos a 80 alunos. Para o subsecretário Ricardo Wagner de Campos Rosa, é importante contribuir para a realização do evento, devido à sua importância no cenário cultural juizforano, mineiro e brasileiro. O Colégio Stella Matutina e o Sport Club de Juiz de Fora também ofereceram acomodações aos estudantes de música.
Para a promoção de mais esta edição do evento foi fundamental o patrocínio de Petrobrás, ArcelorMittal Juiz de Fora, Cemig, Prefeitura de Juiz de Fora e TIM, além do apoio de Tribuna de Minas, Panorama, DaimlerCrysler, Funalfa, UFJF, Academia de Comércio/CES, Trópico e leis de incentivo à cultura e apoio permanente da família Sarmento.
|