Centro Cultural Pró-Música
Juiz de Fora - MG  


Festival


Festival reúne professores de renome
mundial no ensino da música



Divulgação
Philipp Pierlot, um dos grandes nomes da música antiga,
retorna ao festival

A 18ª edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga traz a Juiz de Fora alguns dos referenciais no ensino da música que, juntos, integram o maior departamento de música antiga do país. O elenco de alto nível do evento é resultado de um trabalho contínuo e estável realizado pelo Centro Cultural Pró-Música na formação do quadro de professores. Philippe Pierlot, um dos grandes nomes do cenário da música antiga mundial, é um destes professores e retorna ao Festival, oferecendo rara oportunidade aos estudiosos da viola da gamba. O evento ainda conta com 55 cursos de instrumentos antigos e modernos, práticas de orquestras, regência e coral, didática da musicalização, transcrição e edição de documentos antigos, ministrados por professores brasileiros e estrangeiros.

A novidade deste ano são as master classes, aulas coletivas ministradas em um auditório, nos moldes de uma palestra. Os interessados poderão se inscrever para assistir, no dia 17, a aula de dança barroca para músicos com a professora Raquel Aranha. Já Mônica Lucas falará sobre clarinetes históricos nos dias 17 e 18. No dia 19, é a vez de o norueguês Geir Braaten ensinar técnicas de piano. No dia 21, Paulo Bosísio fala sobre a pedagogia do violino apenas para professores. As master classes acontecem na Academia de Comércio, com exceção da palestra de Braaten, que ocorre no Museu de Arte Moderna Murilo Mendes.

Na coordenação dos cursos do Festival, sempre estiveram mestres da música que conhecem e se identificam com a proposta do Pró-Música. O professor de violino da Universidade do Rio de Janeiro, Paulo Bosísio é o responsável pela área de cordas. Nelson Nilo Hack coordena as orquestras com a experiência que o levou a ser considerado o maior maestro pedagogo do país. Homero Magalhães Filho, coordenador das oficinas de vozes, está radicado na França, mas, todos os anos, vem ao Brasil, especialmente para dedicar-se a eventos como o Festival. Sérgio Dias, exímio pesquisador do passado musical brasileiro, assina a pesquisa musicológica.

A direção artística fica por conta do violinista Luis Otávio Santos, cujo interesse pela música antiga o levou a mudar-se para a Holanda em 1990. Desde 1992 é um dos principais membros da renomada orquestra barroca "La Petite Bande", na qual vem atuando como solista, spalla e um dos mais próximos colaboradores do maestro Sigiswald Kuijken. Com este grupo realiza turnês por vários países da Europa, China, Japão, México, Colômbia, Argentina e Brasil, assim como dezenas de CDs e gravações para as TVs belga, francesa e japonesa. Luis Otávio também é regente da Orquestra Barroca do Festival.





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