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Orquestra Barroca grava obra de Haydn com instrumentos de época

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Divulgação
Grupo liderado pelo violinista barroco Luís Otávio Santos registra
também peças de padre José Maurício e de C.P.E. Bach
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Na segunda semana de julho, um elenco de artistas de várias partes do mundo desembarca em Juiz de Fora para participar da 18° edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, promovido pelo Centro Cultural Pró-Música. Alguns destes artistas estão escalados para compor a Orquestra Barroca do Festival, que, este ano, registra obra do compositor J. Haydn com instrumentos de época, feito inédito no país. Além do registro do compositor europeu, o grupo, liderado pelo violinista barroco Luis Otávio Santos, também grava peças do padre José Maurício Nunes Garcia, também com instrumentos de época.
A gravação do CD da Orquestra Barroca é um momento marcante do festival e também resultado de uma das principais metas do evento, que é a realização e a divulgação da música antiga. O grupo se tornou referência no Brasil por interpretar obras de maneira historicamente correta, através da utilização de critérios técnicos e estilísticos da época em que as composições foram criadas. Este ano, o grupo grava seu oitavo CD, cujo lançamento nacional acontece no final do ano. Em 2006, a orquestra fez a primeira gravação no Brasil da obra orquestral de Mozart.
Para compor o repertório do CD, foram escolhidas a sinfonia de número 104, chamada "Londres", última composta por Haydn, e de padre Jose Maurício as suas mais importantes obras instrumentais: a "Abertura em re maior" e a "Sinfonia Fúnebre". O CD terá, ainda, uma Sinfonia em Ré Maior de C. P. E. Bach, filho do grande Johann Sebastian, que possui uma obra instrumental de grande importância para a história da música e ainda pouco executada no Brasil.
Luís Otávio Santos, diretor artístico do Festival e regente da Orquestra Barroca, explica que Haydn foi um dos mais importantes compositores do fim do século XVIII e se firmou como um dos codificadores da sinfonia e do quarteto de cordas. "Sua vastíssima obra - entre tantos gêneros musicais, compôs 104 sinfonias - influenciou toda uma geração de compositores. Mozart e Beethoven foram profundamente marcados por sua música e, no Brasil, os ecos desta influência chegaram até o nosso expoente máximo da música colonial: padre José Maurício Nunes Garcia. Sua obra se destaca pela qualidade artística e uma das razões deste alto nível musical é a similaridade com o estilo de J. Haydn, que tinha sua produção executada no Brasil quase simultaneamente com a Europa, no início do século XIX."
A Orquestra barroca do Festival recebeu o prêmio "Disco de Ouro" em 2006,
concedido pela revista musical "Diapason", pelo CD com obras de J. F. Rebel, J. S. Bach e Emerico Lobo de Mesquita. As gravações e apresentações da Orquestra Barroca do Festival se tornaram um marco para a musica clássica no Brasil. A mais aclamada formação de música antiga do país vem, há vários anos, presenteando a discografia brasileira com gravações de altíssima qualidade de grandes obras do barroco europeu (Cantatas e Magnificat de J.S.Bach, Suítes de G.F.Handel e G.P.Telemann e desconhecidas obras francesas de J.M.Leclair e J.F.Rebel) e é também responsável pelas únicas leituras da música colonial brasileira feitas em instrumentos de época registradas em CD no Brasil.
A gravação do CD será feita no Teatro Pró-Música entre os dias 10 e 13 de julho. A Orquestra Barroca do Festival se apresenta no dia 16, às 20h30, no Cine-Theatro Central.
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