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Concerto da Orquestra Barroca inaugura sede do Museu de Música de Mariana
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, pelo oitavo ano consecutivo, estende sua programação cultural para outras cidades, além dos palcos juizforanos. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Tiradentes e Mariana também receberão atrações nesta edição do evento. Dentre as apresentações mais aguardadas está o concerto da Orquestra Barroca, sob regência do violinista barroco Luis Otávio Santos, em Mariana, no dia 15 de julho, que marca a inauguração da nova sede do Museu da Música do município.
O museu, agora localizado no Palácio dos Bispos, foi fundado em 1965 e possui um dos mais importantes acervos de música sacra manuscrita da América Latina, além de um dos maiores conjuntos de obras produzidas no Brasil durante os séculos XVIII e XIX. "Trata-se de um acervo que se caracteriza pela unicidade e insubistituidade, evocando especialmente a produção musical da América Portuguesa e dos primeiros anos do Brasil Imperial" observa o professor Roque Camêllo, presidente da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ) e vice-prefeito de Mariana.
No Museu da Música de Mariana é possível encontrar partituras de compositores do período colonial brasileiro, que já tiveram obras interpretadas pela Orquestra Barroca do Festival, como é o caso de Lobo de Mesquita e José Maurício Nunes Garcia. O concerto promete ser um dos momentos marcantes do evento, propiciando encontro com o passado na histórica Mariana e com obras que influenciam e incentivam a realização do festival.
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga é motivo de orgulho para nós mineiros porque, a partir de Juiz de Fora, projeta Minas Gerais no Brasil e no exterior como estado da cultura e da capacidade criativa" afirma Camêllo, que completa, "o Centro Cultural Pró-Música passa a fazer parte da história de nosso Museu e nos ajuda a consolidar iniciativas culturais que são importantes para nosso povo".
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