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CD do 17º Festival traz pela primeira vez no brasil a obra orquestral de Mozart com instrumentos de época

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Divulgação
Disco, com regência de Luís Otávio Santos, é produto do 17º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga
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Cinco meses depois da realização do 17º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, o Centro Cultural Pró-Música lança o CD do evento, gravado pela Orquestra Barroca. O disco é considerado um marco na discografia brasileira por apresentar ao público a obra orquestral de Mozart interpretada com instrumentos, estética e técnicas da época em que foi criada. A iniciativa, inédita no país, é coordenada pelo violinista barroco Luis Otávio Santos, regente da Orquestra e diretor artístico do Festival.

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O CD chega ao mercado recebendo elogios da crítica, pela altíssima qualidade técnica, além da beleza estética do encarte. No repertório, há, além de Mozart, peças de padre João de Deus Castro Lobo e João de Souza Carvalho. De Mozart, estão duas sinfonias do último período de sua vida: as de numero 34, em Dó Maior, e 38, em Ré Maior, chamada “Praga”. No período colonial correspondente ao estilo clássico de Mozart, a obra escolhida foi a Abertura em Ré, do Padre João de Deus Castro Lobo, que se tornou uma das mais conhecidas e executadas peças orquestrais do Brasil Colônia. A orquestra também registrou a abertura da ópera “L`Amore Industrioso”, de João de Souza Carvalho, importante contemporâneo português de Castro Lobo.

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Luis Otávio Santos fala sobre o desafio de lançar a primeira gravação de Mozart com instrumentos de época: “até então, o projeto da Orquestra Barroca concentrava-se em apresentar no Brasil interpretações de nível internacional das grandes obras do Barroco Europeu somente realizáveis com a presença do cast de professores do departamento de música antiga do Festival. Assim foi com Bach, Handel, Telemann e Leclair. Para este ano, a óbvia celebração dos 250 anos de nascimento de W.A.Mozart trouxe para a Orquestra Barroca este outro desafio e uma novidade para o público brasileiro”.

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Na discografia da orquestra, estão registros de grandes obras do barroco europeu (Cantatas e Magnificat de J.S.Bach, Suítes de G.F.Handel e G.P.Telemann e desconhecidas obras francesas de J.M.Leclair e J.F.Rebel). A mais importante formação de música antiga do país é também responsável por leituras inéditas da música colonial brasileira feitas em instrumentos de época registradas em CD no Brasil. As produções da Orquestra Barroca têm tido entusiasmada receptividade, traduzida em fatos como a premiação da revista Diapason ao CD da 16ª edição do Festival. Este ano, o CD será lançado em concerto das orquestras Pró-Música, no dia 17, na Igreja da Glória.
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