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Centro Cultural Pró-Música
Juiz de Fora - MG  


Eny Sarmento


Eny Sarmento: amizade e talento à mostra no Pró-Música


Divulgação
Coletiva reúne mais de 40 obras, parte do acervo da Marchand

Mais que exibir traços, cores e formas, a Galeria de Arte Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música presta uma homenagem à marchand Eny Sarmento, que dedicou boa parte de sua vida ao incentivo das artes plásticas em Juiz de Fora. "A arte em suas mãos" é o nome da exposição que reúne mais de 40 obras de parte do acervo pessoal de Eny. A exposição é promovida pelo Pró-Música em parceria com a TV Alterosa.

Segundo a filha de Eny, Cristina Sarmento, a exposição irá homenagear e rememorar a memória da mãe, que este ano completará sete anos de falecimento. Porém, a iniciativa de expor as obras do acervo pessoal da marchand foi de Astrid Sarmento Cosac, única neta de Eny. "Sempre tive vontade de mostrar o trabalho da minha avó. Eu estava presente em tudo que ela fazia. Mesmo criança, ajudava a montar as exposições. Mas me faltava coragem".

Eny trabalhou durante dois anos organizando exposições na Galeria do Centro Cultural Pró-Música. Segundo a presidente da instituição, Maria Isabel Santos, o período em que a marchand trabalhou na galeria foi de grande movimentação, pois além de conhecimento artístico, ela tinha influência social.


Divulgação

A exposição irá reunir algumas obras de Aguillar, Ângelo Cannone, Bracher Júnior, Cacaio de Souza, Carlos Bracher, Checacci, Chico Ferreira, Damasceno, Henrique Lott, Humberto D'Costa, José Luiz S., Luiz Verri, Maria Aparecida Ávila, Milton daCosta, Petrônio Bax, Silvio Aragão, Yara Tupinanbás, entre outras.

As obras estarão à venda e parte da renda obtida será doada, pela família, para a "Sociedade Beneficente Sopa dos Pobres". A abertura da exposição acontece dia 04 de setembro, e terá a apresentação do músico Rodrigo Antunes, que está apoiando o evento. A exposição recebe o patrocínio do Mister Shopping e da ZK Feiras e Eventos.

Amizades

Eny Sarmento costumava reunir artistas nos encontros conhecidos como "tardes culturais", que aconteciam no Restaurante Paladart. Para a artista plástica Maria Ávila, Eny foi uma ativa incentivadora dos artistas. "Era capaz de perceber o talento nato em cada ser que conhecia. Sabia divulgar a arte e conscientizar as pessoas de sua importância no nosso dia-a-dia. Eny, pessoa de grande sensibilidade, fez uma grande diferença em Juiz de Fora". Do mesmo modo, reage Cacaio de Souza. "Falar de Eny Sarmento é fácil para mim, mulher forte, culta, batalhadora, positiva, habilidosa, curadora de artes, agitadora cultural, acima de tudo uma grande amiga. Amava tudo o que fazia. Após sua partida, não surgiu no cenário das artes ninguém que pudesse preencher a lacuna deixada por ela". Para Carlos Bracher, "Eny foi uma dessas luzes que desceram à terra para iluminar os seres e as coisas. Com seu sorriso contagiante, tudo ia resplandecendo, alterando a noção de alegria e de beleza. Faz-nos parecer que aqui veio para transformar, recodificar os sentidos e ensinar-nos, sobretudo, o que seja a vida através das bênçãos imantadas do amor".


Quando: Inauguração dia 04
Onde: Galeria Renato de Almeida. Horário de visitação, de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 22h. Domingos, das 16h às 21h.


Centro Cultural Pró-Música
promus@terra.com.br