Festival leva música de qualidade
a mais de 80 mil pessoas
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga encerrou sua 17ª edição mostrando porque é o maior evento do gênero na América Latina. No total, 700 estudantes de música, vindos de várias partes do país e do exterior, participaram dos 39 cursos de instrumentos diferentes oferecidos por 51 professores de renome internacional. Um dos destaques foi a presença do belga Philippe Pierlot, o maior nome do ensino da viola da gamba no mundo. Além disso, mais de 80 mil pessoas prestigiaram os 60 concertos, todos gratuitos, realizados em Juiz de Fora e palcos avançados de Rio de Janeiro, Ouro Branco e Tiradentes. Foram 15 dias de aperfeiçoamento e aprendizado para os instrumentistas e de oferta da música da melhor qualidade para o público.
O GRANDE DESTAQUE DESTA EDIÇÃO ficou por conta da primeira gravação no Brasil da obra orquestral de Mozart com instrumentos de época. O registro, feito pelos 29 músicos de sólida carreira internacional que compõe a Orquestra Barroca, está imortalizado em CD, que será lançado pelo Centro Cultural Pró-Música no final do ano. A novidade integra as comemorações pelos 250 anos de nascimento do compositor, considerado um dos maiores gênios de todos os tempos. De Mozart, foram gravadas duas sonatas: as de numero 34 em Dó Maior e 38 em Ré Maior, chamada "Praga". Sem esquecer o período colonial, a Orquestra Barroca também registrou a "Abertura em Ré", do Padre João de Deus Castro Lobo, e a abertura da ópera "L`Amore Industrioso", do contemporâneo português de Castro Lobo, João de Souza Carvalho. O repertório pôde ser conhecido pelo público no concerto realizado no dia 17, no Cine-Theatro Central, em que os músicos, sob regência de Luis Otávio Santos, foram ovacionados pela platéia que lotou o teatro para conferir a apresentação.
Grupos e orquestras se apresentam nos teatros, em igrejas e nas ruas

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Divulgação
Trio Mediterrain, Orquestra Barroca e Sinfônica de Minas estiveram entre as atrações do festival
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Na programação oficial, bandas sinfônicas, orquestras, quartetos, duos e solistas ocuparam igrejas, teatros e salas de concerto de Juiz de Fora e outras cidades mineiras, além do Rio de Janeiro. A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo abriu a programação, no Cine-Theatro Central. Em 15 dias, o público pôde conferir a apresentação da grande estrela da viola da gamba, o belga Philippe Pierlot, ao lado de Luís Otávio Santos (violino barroco) e Alessandro Santoro (cravo), na Igreja do Rosário, além do grupo alemão Mediterrain, que apresentou-se no dia 27, no Teatro Pró-Música, e a homenagem à obra de Radames Gnattali no concerto da Orquestra Sinfônica do Festival, regida por Norton Morozowicz.
OS ALUNOS DAS OFICINAS PUDERAM mostrar ao público o resultado prático do aprendizado nas salas de aula durante as apresentações dos grupos formados no Festival, como a Orquestra de Crianças, a Orquestra Experimental, o Madrigal, a Banda, a Orquestra Sinfônica e a Orquestra e Coro Colonial do Festival. Três concertos vespertinos, nos dias 17, 18 e 24, sempre às 17h30, ocupam o belo Teatro da Academia. O colégio, aliás, mais uma vez, sediou todos os cursos oferecidos no evento, garantindo aos alunos conforto e infra-estrutura de primeira qualidade. Às tardes, a música ganhou espaço no coração de Juiz de Fora com os concertos e shows no palco do Calçadão da Rua Halfeld. Nos intervalos das apresentações, o público pôde conferir a exposição de obras de Fani Bracher, que ficou em cartaz, durante todo o evento, na Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música.
Este ano, o Festival também foi palco para o encontro de musicólogos, durante o VII Encontro de Musicologia Histórica, evento coordenado por Paulo Castagna, realizado entre os dias 21, 22 e 23 de julho. O encontro reuniu pesquisadores convidados e inscritos, que apresentaram 28 trabalhos temáticos e comunicações relacionadas ao tema "Musicologia histórica brasileira em tempos de transdisciplinaridade". Na ocasião, também foi lançado o livro "Anais do VI Encontro de Musicologia", pela Editora Pró-Música. Esse é o único evento bienal brasileiro relacionado à musicologia histórica realizado desde 1994.
Para a promoção de mais esta edição do evento foi fundamental o patrocínio de Petrobrás, Prefeitura de Juiz de Fora, Cemig, Fundação Belgo Mineira - Grupo Arcelor e TIM. Além disso, o evento teve o apoio de Tribuna de Minas, Panorama, DaimlerCrysler, Funalfa, UFJF, Academia de Comércio, Iso 4, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.