Estrela do cenário da Música Antiga na europa
está entre os professores do Festival

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Divulgação
Colégio recebe alunos pelo quarto ano consecutivo.
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O músico belga Phillippe Pierlot, um dos mais conceituados no ensino da viola da gamba no mundo, está entre os professores do Festival. Ao todo serão 51 professores brasileiros e estrangeiros e 700 alunos que estarão fazendo um mergulho no aprendizado de instrumentos antigos e modernos, práticas de orquestras, regência e coral, didática da musicalização, além do curso de transcrição e documentos antigos. Entre os nomes que irão se apresentar no Festival um que merece destaque é o do regente Norton Morozowicz. Formado na Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro vem dirigindo Orquestras de renome como a Sinfônica Brasileira. Norton estará à frente da Orquestra Sinfônica do Festival, que realizará concerto em homenagem a Radamés Gnattali.
Mestres da coordenação
Desde o início do evento, os cursos têm a coordenação de mestres da música que conhecem e se identificam com a proposta do Centro Cultural Pró-Música. Paulo Bosísio coordena a área de cordas, Nelson Nilo Hack, as orquestras, Homero Magalhães Filho é responsável pela coordenação das oficinas de vozes e Sérgio Dias pela pesquisa musicológica. Bosísio é professor de violino da Universidade do Rio de Janeiro. Mestre de alunos que se transformaram em grandes nomes da música nacional e internacional, ele se apresenta regularmente no Brasil e na Europa. Nelson Nilo Hack é considerado o maior maestro pedagogo do país. Aos 87 anos de idade, mantém suas atividades e se orgulha de ter dirigido a Orquestra Juvenil do Teatro Municipal. Há mais de 20 anos, Hack é o responsável pela formação de jovens músicos nas orquestras de Câmara e Sinfônica Jovem do Centro Cultural Pró-Música de Juiz de Fora. Homero de Magalhães Filho, coordenador das oficinas de vozes, é organizador e diretor artístico de vários festivais de música. Mesmo radicado na França, o músico vem anualmente ao Brasil para dedicar-se a estes eventos.
Pesquisa musicológica
Quem prepara mais uma novidade para este 17º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga é o professor Sérgio Dias com o curso de pesquisa musicológica. Graduado em Flauta, Composição e Regência, pós-graduado em Educação Musical, em Arte e Cultura Barroca e Mestre em Música (com área de concentração em Musicologia Histórica) é membro da Sociedade Brasileira de Musicologia e do Comitê Interamericano de Música.
Como pesquisador do passado musical brasileiro, possui várias transcrições e, para o Festival, Dias reservou uma transcrição especial: a Missa Solene de Henrique Alves de Mesquita (1830-1906). Um compositor da metade do século XIX pouco celebrado, porém com uma obra bastante importante e representativa.
A Missa é um importante resgate junto à Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda de Lisboa que guarda um imenso acervo de música manuscrita e impressa de todos os períodos da História da Música Luso-Brasileira. "A Missa é uma verdadeira obra-prima porque revela um compositor de métier, completamente injustiçado pela História da Música Brasileira", revela o professor.
Entretanto, o caso de Henrique Alves de Mesquita é sui-generis por vários aspectos. Primeiramente, porque foi um artista protegido de D. Pedro II, juntamente com Antônio Carlos Gomes, de que foi amigo pessoal. Em segundo lugar, porque rompendo as tendências da época, foi estudar na França e não na Itália como era de praxe pelas tendências estéticas brasileiras da época. Por fim, Alves de Mesquita foi modinheiro. Gostava de andar com os músicos populares como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazaré.