Exposição 'Flores e cores' marca retorno de
Márcia Oliveira às galerias, depois de 15 anos

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Divulgação
Nos trabalhos da artista, até o abstrato sugere o floral
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Na abertura da série de exposições do ano, as flores invadem o Centro Cultural Pró-Música e marcam o retorno da artista plástica Márcia Oliveira às galerias, depois de 15 anos. Na exposição "Flores e cores", os juizforanos poderão conferir 28 obras inéditas em acrílica sobre tela. O acervo é fruto do trabalho desenvolvido no último ano pela artista, especialmente para a mostra. "As flores e cores são imaginárias. Não há planejamento. Há realização", define.
De acordo com a artista, as flores sempre estiveram presente em sua linguagem, mesmo de forma não planejada, tanto que, até a sua fase abstrata, sugere o floral. "Meu trabalho se inicia com muitas cores e formas sobrepostas." As pinceladas soltas, distribuídas no quadro, são uma maneira de fugir da forma certa e do acabamento, constituindo um diferencial do seu trabalho.
Apesar de ter ficado 15 anos longe das galerias, Márcia não parou de produzir. Entre as novidades do retorno estão o abandono do pastel seco, recurso utilizado nos últimos anos e o destaque dado à forma sobreposta. O afastamento, considerado necessário, foi uma forma de a artista plástica amadurecer na sua arte, se dedicar aos estudos e ao ensino, para voltar a ganhar as galerias.
Formada em artes pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Márcia leciona desenho e pintura no Pró-Música desde 1989. Ela também já deu aulas na Escola Guignard, em Belo Horizonte, na Escola Cândido Portinari, em São Paulo, e no Núcleo da Terceira Idade da UFJF. Para Márcia, o curso de artes foi fundamental para o seu "caminhar artístico". Depois de ter sido aluna de Arlindo Daibert e Ricardo Cristófaro, considerados importantes incentivadores, a artista deu início à sua trajetória como professora.
Na sua opinião, o ato de lecionar foi fundamental para o crescimento artístico, já que sempre foi acompanhado pela pesquisa de técnicas e materiais diversos. Adoradora de livros sobre a História da Arte, Márcia fez duas viagens à Europa, com o objetivo de conhecer, de perto, museus e obras só vistos em livros. Para Márcia, se, antes, o ato de pintar era um exercício de paciência e persistência, agora é uma questão de necessidade. "Pintar para mim é sobreviver, é ser feliz", diz.
O projeto de ocupação da Galeria Renato de Almeida tem a parceria da TV Alterosa.
Quando: a partir do dia 9, às 20h. Em cartaz até o dia 31.
Onde:Galeria Renato de Almeida. Horário de visitação: De segunda a sábado, das 8h às 11h e de 13h às 22h. Domingos das 16h às 20h.