"Valorizem a oportunidade que
lhes foi dada pelo Pró Musica"

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Divulgação
"Projetos sem trabalho e visão de crescimento não acontecem"
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Dando seqüência à meta de dar espaço para músicos de orquestra profissionais que iniciaram suas carreiras como alunos da Escola de Artes Pró-Música, a entrevista deste mês é com o violista Daniel Prazeres, que hoje atua na Orquestra Petrobras Sinfônica. Ele foi bolsista do Projeto Ação Social Através da Música, desenvolvido com o apoio da Belgo. Durante a
entrevista, o músico destaca a importância da sua iniciação musical na instituição, que abriu as portas para o ingresso na
universidade e em uma orquestra profissional.

Jornal Pró-Música - Hoje você é violista da Orquestra Petrobras Sinfônica, mas durante muito tempo atuou como músico da Orquestra de Câmara Pró-Música e aluno do maestro Nelson Nilo Hack. Como foi sua trajetória até integrar uma das mais respeitadas orquestras do país?

Daniel PrazeresA minha trajetória envolve muito esforço, determinação e confiança. Eu comecei a estudar viola na instituição no início de 2000 com o maestro Nelson Nilo Hack e recebi dele um grande incentivo para crescer e me profissionalizar. Depois, fiquei dois anos sem professor, mas participava das atividades da orquestra regularmente, o que me ajudou na música de conjunto. Tive a oportunidade de solar com a Orquestra de Câmara o concerto de G.F. Telemman que foi gravado em 2002 no CD intitulado "Os Solistas", produzido pelo Pró-Música. Eu sou pai de família e, no início, tive muitas dificuldades. Cheguei a pensar em deixar de tocar por que não tinha tempo de estudar e tinha que trabalhar para sustentar minha família. Fui vendedor ambulante de empadas e tirava o meu sustento, até que as portas foram se abrindo e consegui ter aulas com o professor Carlos Aleixo (BH). O Pró-Música me ajudava com a passagem de ida e volta uma vez por mês. Ele me preparou e prestei vestibular na Uni-Rio e passei. Chegando ao Rio de Janeiro, comecei nas orquestras jovens, como OSB jovem, Petrobras Jovem e Conservatório Brasileiro. Fui líder de naipe em todas, sendo uma grande experiência. Até que apareceu a oportunidade da entrar para a Orquestra Petrobras Sinfônica, fiz uma prova para contrato e fui bem sucedido.

Quais são as atividades paralelas à orquestra que você desenvolve atualmente?

Paralelamente faço curso superior na Uni-Rio e faço música de câmara com um quarteto.

E os projetos para este ano?

Meus projetos dependem do presente. Acredito que o que você planta são os seus projetos. Projetos sem trabalho e visão de crescimento não acontecem.

Qual o conselho que você daria para outros jovens músicos que participam dos grupos estáveis mantidos pela Pró-Música e têm o objetivo de integrar uma orquestra profissional?

Os objetivos para com o instrumento podem ser muitos, mas entrar em orquestra profissional necessita de muito empenho, dedicação nos estudos e seriedade. O importante é buscar o mais alto nível profissional possível e estar sempre pronto para as oportunidades, pois nunca sabemos quando elas irão aparecer. Estudem muito e valorizem a oportunidade que lhes foi dada pelo Pró Musica.
