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Escola de Artes Pró-Música amplia
quadro de professores de violino


Divulgação
Ricardo Torres: "Violino não se toca com os dedos, mas com o corpo"

O violinista Ricardo Torres passa a integrar o quadro de professores da Escola de Artes Pró-Música. Natural de João Pessoa, na Paraíba, Ricardo resolveu mudar-se para Juiz de Fora após ser convidado a participar da equipe de docentes da instituição. Embora esteja estranhando o frio, Ricardo se diz satisfeito com a mudança, muito por conta da receptividade. No Pró-Música, ele pretende aliar técnica e paixão no ensino do instrumento.

O contato com o centro cultural aconteceu com a participação em duas edições do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. A primeira em 1993, e a segunda este ano. Nas duas ocasiões, teve aulas de violino barroco com Luis Otávio Santos e contato com o violoncelista Fausto Borém. Partiu da direção do Pró-Música o convite para ministrar aulas na cidade e de Borém, a orientação de que Ricardo tentasse mestrado em música na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A idéia é fazer tese baseada no trabalho de Luís Otávio em "Sonatas de Leclair", CD premiado, este ano, com o Diapason D´Or.

Graduado em administração de empresas, Ricardo sempre tentou conciliar a atuação na sua área de formação com a identificação com a música. Paralelamente ao exercício da profissão, ele integrou o curso regular de violino na Universidade Federal da Paraíba. "Não tinha objetivo claro em relação à música, mas não queria abandoná-la", diz. Até que resolveu fazer uma mudança drástica em favor da música.

Nas salas de aula, Ricardo pretende oferecer aos alunos uma abordagem ampla do aprendizado do instrumento. "Violino não se toca com os dedos, mas com o corpo", define, destacando a importância do envolvimento do aluno no processo. Para o professor, o ensino não pode estar focado na repetição, mas no entendimento do que é o instrumento e do motivo que está levando o aluno à sala de aula. Apaixonado confesso pela docência, para Ricardo, Juiz de Fora é estimulante musicalmente, em função do trabalho desenvolvido pelo Pró-Música.


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