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Juiz de Fora - MG  


Entrevista - Anderson Heredia


"Juntos faremos do CCBM a grande
fábrica de cultura de Juiz de Fora"


Divulgação
Anderson Heredia

O diretor do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas fala ao jornal Pró-Música do objetivo de levar as manifestações populares ao espaço e do desafio de adequá-lo às necessidades de toda a população.

Jornal Pró-Música Durante esses mais de seis meses à frente do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), qual é a avaliação que o senhor faz do trabalho na entidade? Quais foram as principais conquistas e quais são os desafios a serem superados?

Anderson Heredia - A avaliação que eu faço é de que estamos no caminho certo para atingirmos o nosso objetivo maior que é o de democratizar o CCBM para dar condições a todas as pessoas interessadas a desenvolverem sua arte. As principais conquistas neste período foram: a volta da comunidade cultural para o CCBM, a montagem de uma boa equipe de trabalho, o apoio da imprensa na divulgação das atividades do CCBM e a disponibilização do acesso a Internet. O maior desafio a ser superado será, sem duvida, dar condições de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais ao CCBM já que o espaço está cheio de barreiras arquitetônicas.

A programação de eventos promovidos no espaço ganhou um de valorização da cultura popular. Esse é um objetivo que continua a ser perseguido?

Com certeza, o CCBM é fruto da luta da comunidade artístico-cultural da cidade e, ao longo dos tempos, foi se distanciando dela. O momento agora é de retomarmos a luta pela ocupação do espaço para mostrar à cidade a nossa diversidade cultural, dando oportunidade a todos os grupos de se apresentarem do Hip-Hop ao Samba, do Teatro a Folia de Reis, do Rock a MPB, do Batuque Nelson Silva a Fanfarra Maestro Quirino, da Oficina de Gravura a Oficina de Bijuteria. Esta é a marca do Governo do prefeito Alberto Bejani: democratizar a cultura.

NNa sua avaliação, qual é a importância do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas na cultura juizforana hoje? Como pretende aumentar a representatividade do órgão e otimizar o trabalho?

O CCBM hoje é importante para a cultura de Juiz de Fora como sempre foi, só que agora as pessoas é que são importantes para o CCBM, pois um espaço como este só é importante realmente se tiver vida, se o coração estiver pulsando. É isso que a gente busca todos os dias, fazer com que as pessoas nos visitem, que elas sintam que aqui são importantes e que juntos faremos do CCBM a grande fabrica de cultura de Juiz de Fora.

Quais são os projetos para o espaço a curto prazo?

A curto prazo o grande sonho é conseguir um patrocinador para viabilizarmos o Café Mascarenhas, que já está com o projeto pronto, a ocupação plena dos ateliês e o desenvolvimento do nosso site.

Como o senhor acha que poderia ser estreitada a relação entre o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e o Centro Cultural Pró-Música?

Esses primeiros meses a frente do CCBM foram basicamente para arrumarmos a casa, coisas básicas, como definição de espaços e preenchimento de agenda. A médio prazo, começaremos a buscar parcerias e, com certeza, o Pró-Música é referência, pois o trabalho desenvolvido por dona Isabel e senhor Hermínio é tudo de bom. A idéia inicial é abrirmos o CCBM para apresentações dos grupos do Pró-Música e sermos parceiros do Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga para apresentações musicais.



Centro Cultural Pró-Música
promus@terra.com.br