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Centro Cultural Pró-Música
Juiz de Fora - MG  


Entrevista - Padre Carlos Amaral


"Toda entidade que tem a educação como
finalidade do trabalho tem espaço aberto aqui"


Divulgação
Padre Carlos Amaral

Em entrevista ao Jornal Pró-Música, o vice-diretor da Academia de Comércio e do CES, padre Carlos Alberto Amaral fala sobre sua trajetória, que procura unir o serviço pastoral à administração de uma das mais importantes instituições de ensino do país. O padre também destaca a parceria com o centro cultural durante o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Jornal Pró-Música Como foi sua trajetória até a vice-direção da Academia de Comércio e do Centro de Ensino Superior (CES)?

Padre Carlos Amaral - Eu nasci em Desterro do Melo, município mineiro localizado perto de Barbacena. Sai de lá criança, com 11 anos, para estudar no seminário de Antônio Carlos. Tornei-me seminarista pelas circunstâncias. A escola agrícola de Desterro do Melo não abriu vagas para o primeiro ano do ginásio na época, e a única alternativa para não interromper os estudos era o seminário. Com o tempo, fui gostando e percebendo que queria ficar. Depois de estudar em Belo Horizonte, fui para o seminário maior em São Paulo. Lá, fiz noviciado, filosofia e teologia. Em 1973, fui ordenado em celebração em Barbacena. Logo depois, fui destinado a trabalhar no Paraná, onde permaneci por 13 anos. Em 1985, fui convidado para ajudar na Academia de Comércio, quando atuei como diretor administrativo. Em 1990, parti para São Paulo. Fiquei quatro anos em Santo Amaro, cuidando de padres doentes e idosos. Cinco anos depois, atuei como reitor da Casa Central da Congregação, em Belo Horizonte, e em 2003, voltei para Juiz de Fora e, desde o ano passado, sou vice-diretor da Academia de Comércio e do CES.

Durante sua trajetória o senhor vivenciou desde o trabalho na ajuda a padres doentes à administração de uma das mais importantes instituições de ensino do país. Como o senhor avalia essa atuação?

A minha primeira atuação foi no campo pastoral. Quando somos seminaristas temos muitos sonhos, e o trabalho pastoral preenche a vocação sacerdotal e religiosa. Mas desde 1985, mesmo quando cuidava de idosos em São Paulo, estava na área administrativa. Sempre atuei nas duas vertentes. O padre que atua na área administrativa, no entanto, não pode se restringir a esse aspecto. Nos finais de semana, é preciso exercer a função sacerdotal, estando sempre disponível a atendimentos religiosos e espirituais. As duas áreas de atuação se completam na minha ambição, não são antagônicas.

Na avaliação do senhor, qual é a importância da Academia de Comércio e do CES?

A história da Academia se confunde com a história de Juiz de Fora. A cidade tem 154 anos, a Academia 115 e o CES, 33. As duas instituições sempre se fize-ram presentes em Juiz de Fora. Devido a essa importância histórica, é uma responsabilidade conti-nuar uma obra que faz parte da cidade. A necessidade de adaptações às novas realidades é um desafio constante. A presença como missionário do Verbo Divino faz com que as duas instituições tenham um aspecto diferenciado, pela qualidade e seriedade do trabalho e pelo cultivo de um ambiente de respeito entre todos os envolvidos. Temos o permanente objetivo de tornar o ambiente sempre agradável, onde todos se sintam bem.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Academia sedia as oficinas do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. Como o senhor avalia a parceria realizada com o Centro Cultural Pró-Música?

A Academia é um espaço aberto. Durante o ano, são realizados aqui eventos mais diversos, pomovidos pela Prefeitura e por entidades, como o Pró-Música. Toda entidade que tem a educação como finalidade do trabalho tem espaço aberto aqui. O Pró-Música, por exemplo, é uma entidade que desenvolve a pessoa e a sua sensibilidade através da música. A música é importante na educação, faz parte dela, e tem espaço garantido na nossa escola. Além disso, o local é propício para a realização do Festival, e o evento divulga o colégio. Quem não é visto, não é lembrado.



Centro Cultural Pró-Música
promus@terra.com.br