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Público se emociona com a beleza da música e da arte no 16º Festival
As dezenas de milhares de pessoas que acompanharam a programação do 16º
Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e os 740 alunos que estiveram
no evento para se aperfeiçoar com os mais gabaritados professores de música do mundo são a certeza
de que, por mais um ano consecutivo, o trabalho do Centro Cultural Pró-Música foi multiplicador.
Espectadores de outros municípios, vindos especialmente para o evento, e juizforanos, que o ano
inteiro esperam esta oportunidade de estar perto da música barroca e clássica, acompanharam os
concertos gratuitos e de alta qualidade. Alguns, pela primeira vez, enquanto outros, por mais
de uma década e meia. Confira os destaques desta 16ª edição.
Grandes momentos do evento
Entre os grandes momentos, destacamos a interpretação dos compositores Rebel,
Lobo de Mesquita e Bach pela Orquestra Barroca, no Cine-Theatro Central, diante de uma sala lotada e
quieta à espera de um último acorde para aplaudir. Também ressaltamos o reconhecimento internacional
do trabalho do diretor artístico do Festival, Luís Otávio Santos, que chegou ao evento depois de ter
recebido o Diapason D´Or pelo CD com as Sonatas de Leclair.
Outro marco desta edição foi a inauguração da exposição "Hélio Petrus
e o tradicional ofício de um mestre gentil", com esculturas de imagens sacras e talhas com
passagens bíblicas de Petrus inspiradas no mestre português Francisco Xavier de Brito e em
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A obra de Petrus é um resgate dos valores artísticos
do século XVIII e uma continuidade desta produção mineira.
Não há como deixar de fora a emoção do público diante da atuação do maestro
João Carlos Martins, que regeu a Bachiana Chamber Orchestra no terceiro dia do Festival. Martins
surpreendeu a platéia, quando comunicou que não faria o intervalo programado e contou sobre os acidentes
que o levaram a perder o movimento das mãos, impedindo-o de tocar piano. No entanto,
pediu licença a todos, puxou o cravo e informou que iria tocar o que ainda conseguisse
naquele instrumento. Diante de um público no qual muitos não conseguiram esconder as lágrimas,
Martins tocou e ainda comandou a orquestra. Depois, muito bravos, bravíssimos e palmas que não se acabavam...
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