O violinista, de Marcelo Aquino, é, agora, o primeiro contato do visitante com a sede do Centro Cultural Pró-Música, na Rua da Cultura. A imagem não poderia ser mais adequada. A escultura, em tamanho natural, abre as portas para o teatro, para a Galeria Renato de Almeida, para a sala de ensaios das orquestras, para a sala do maestro Nelson Nilo Hack.O músico forjado em ferro dá o primeiro sinal para o que fazem os artistas de carne, osso e sensibilidade. É ele quem anuncia que ali se produz cultura. Está ali, a avisar que, como ele, nascido de arte e esforço, naquele local se formam músicos, lapidados com tenacidade e disciplina. O violinista recebe também os visitantes. Vencidos os 120 metros que separam a vida da cidade deste caldeirão de manifestações culturais, o público tem ali a sua casa. Artistas plásticos, atores e atrizes, diretores, músicos, maestros, integrantes das orquestras do Pró-Música e de outros grupos, estudantes, crianças, adultos, todos, agora, têm no violinista o guardião do portal da arte. Para todos, iniciados e iniciantes, na performance ou na apreciação, ele dá as boas vindas.