16º Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga
Festival revela para o mundo trabalho do Pró-Música, entidade que se dedica à arte e à cultura
A realização máxima do Centro Cultural Pró-Música, de Juiz de Fora, acontece entre os dias 17 e 31 de julho. É o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que chega à sua décima sexta edição consecutiva, com reconhecimento nacional e internacional pelo trabalho de resgate da música erudita européia e colonial do Brasil. O evento terá cerca de 50 concertos em Juiz de Fora, mais de mil alunos em 54 cursos e oficinas e a missão de, por mais um ano, contribuir para a profunda mudança no cenário cultural mundial da música.
A missão e os desafios são assumidos pelo Pró-Música, que, durante o ano inteiro, realiza um trabalho de formação de músicos e orquestras, mantendo uma escola, na qual cursos de todos os instrumentos são oferecidos para 1.200 alunos. A associação civil sem fins lucrativos mantém, ainda, quatro formações orquestrais e possui um programa social, distribuindo bolsas de ensino da música para 320 alunos, projeto que ganhou o apoio do Grupo Belgo Arcelor há cinco anos. Sem falar na programação de concertos intensa, realizada durante todo o ano, sempre com entrada franca, além de projetos para formação de público, como o Clássicos Tim e o Tim Pro Opera - Aprenda a Gostar de Ópera, cuja idéia surgiu após a última edição do Festival, quando o público pôde assistir à Ópera Zaíra, montada durante o evento.
Em julho, o trabalho de perseverança e dedicação à arte e à música do Pró-Música extrapola as montanhas de Juiz de Fora e de Minas e ganha o mundo, já que professores e alunos vêm de vários países. O evento foi premiado, em 2004, pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Alice Carta Promoções com o troféu Guarany na premiação Carlos Gomes, como reconhecimento pelo conjunto da obra. O Festival também foi contemplado com o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, outorgado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, em 2000, e recebeu a Comenda Cultural, em 2002, através da Casa Civil da Presidência da República. As edições de 1999 e 2000 também fizeram parte do calendário oficial dos 500 anos do Brasil. Além disso, o Festival foi incluído nas comemorações do bicentenário de Tiradentes, em 1992.
Homenagem ao bicentenário de Lobo de Mesquita

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Divulgação
Luís Otávio Santos estará à frente da Orquestra Barroca, que vai registrar obras em CD duplo
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Nesta edição, o Festival vai relembrar o bicentenário de morte do compositor mineiro José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, considerado o maior músico de Minas do século XVIII. Ele nasceu e viveu grande parte da vida no Arraial do Tejuco, atual Diamantina, também viveu em Vila Rica, hoje Ouro Preto, e no Rio de Janeiro. Foram mais de 300 obras escritas ao longo de sua vida, das quais 40 sobreviveram. Parte destas obras será executada e gravada em CD pela Orquestra Barroca do Festival, que terá um trabalho ainda mais minucioso e difícil neste ano. Sob regência do violinista barroco Luís Otávio Sousa Santos, a Orquestra vai gravar, ainda, um outro CD com obras do Barroco Europeu. Luís Otávio, que mora na Europa, conquistou, este ano, um dos maiores prêmios internacionais da música, o Diapason D´Or, também recebido no Brasil pelo pianista Nelson Freire.
A gravação em CD e DVD do trabalho da Orquestra Barroca na edição anterior do Festival está sendo assistida por milhares de pessoas no Brasil e no mundo. As três mil cópias editadas do DVD foram distribuídas não só para escolas e músicos, mas para redes de televisão, como a TVE e TV Senado, que, com a reprodução deste trabalho, levam a música erudita, executada da forma original dos séculos passados, para milhares de pessoas.