A arte em lápis de cor do belorizontino
Cláudio Luiz em "Gravuras e rabiscos"

|
|
Divulgação
uso de cores quentes e contrastantes é uma das características dos desenhos e guaches do artista, que expõe mais de 20 obras na Galeria Renato de Almeida
|

|
O desenho em lápis de cor é o principal diferencial da obra do artista plástico Cláudio Luiz e promete ser um dos destaques da exposição "Gravuras e rabiscos", que fica em cartaz durante todo o mês na Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música. A mostra itinerante, que surpreendeu o público em Congonhas e Belo Horizonte, chega a Juiz de Fora para mostrar que o lápis de cor pode ser mais do que acessório usado em brincadeira infantil. Para o artista, é uma alternativa plástica adotada para fugir das técnicas tradicionais, como a aquarela, a acrílica e o óleo sobre tela.
A busca do novo, aliás, é uma constante no trabalho de Cláudio Luiz, que costuma fugir dos padrões. "Não tenho compromisso com uma temática", explica. Por isso, em "Gravuras e rabiscos" ganham espaço figuras humanas, cenas da botânica e o que mais a imaginação do artista pedir. O uso de cores quentes e contrastantes é uma de suas principais marcas, que garante efeito impactante às suas telas. Entre suas principais influências estão as histórias em quadrinhos, no traço de Alex Raymond, Chester Gould, Henfil, Stan Lee e Burne Hogarth, e os desenhos animados dos estúdios japoneses e de Hanna Barbera e Disney.
No total, mais de 20 obras estarão expostas, entre desenhos em lápis de cor e pinturas em guache. Os trabalhos passeiam por idéias expressionistas e figurativas, sempre buscando desenvolver uma composição de linguagem simples, mas que seja interessante. "Considero meu desenho expressionista, às vezes surrealista, e, nele, retrato coisas que vi e imagens com as quais sonhei," esclarece.
Cláudio Luiz é natural de Belo Horizonte e começou a se dedicar à arte aos 48 anos. Desde criança, no entanto, sempre foi um "rabiscador compulsivo", como define. De hobby, os desenhos acabaram se transformando em ofício. O artista, em 2001, fez curso de desenho livre no Instituto de Artes e Projetos (Inap), ministrado pelo professor Luiz Antônio Nascimento. Logo depois, começou a expor. Sobre sua obra, Cláudio Luiz define: "profusão de cores, mente repleta de idéias e a alma vibrando de entusiasmo. Meu desenho é isso."
Mark Tukh é originário da São Petesburg e é violinista solo da Ópera Nacional da Noruega. Como músico de câmara participa de vários festivais na Rússia, Estados Unidos, França, Israel e Noruega.
Quando: Abertura dia 7 de junho, às 20h. A mostra fica em cartaz até 06 de julho.
Onde: Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música. Horário de visitação, de segunda a sábado das 8h às 11h e das 13h às 22h e domingos das 16h às 21h.
Quanto custa: Entrada franca