Ângela Rosa, de BH, traz exposição para Juiz de Fora

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Divulgação

Congado, favela, circo e candomblé ganham vida nas telas da artista
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Há mais de uma década, a artista plástica ÂngelaRosa, de Belo Horizonte, resolveu resgatar sua origem e eternizá-la nos quadros em óleo sobre tela. Das pinceladas no painel branco ganharam vida o congado, a favela, a cavalhada, o circo e o candomblé. Há dois anos, ela resolveu especializar-se na arte näif, tema da exposição "Redescobrindo o Brasil através da arte näif", que fica em cartaz, em setembro, no Centro Cultural Pró-Música.
O interesse pela arte näif vem de sua história. ÂngelaRosa é bisneta de rainha conga, ou seja, aquela que coordena as comemorações populares para santidades, como N. Sra Aparecida, São Benedito e o Divino Espírito Santo. Depois de estudar a manifestação tipicamente mineira, de origem escrava, ela resolveu divulgá-la por meio de sua arte. As mais de 30 obras em cartaz no Pró-Música prometem mostrar mais: as manifestações folclóricas, a importância do negro para a cultura brasileira e o cotidiano de gente simples. "Todos os quadros têm muita cor, o que acaba atraindo as pessoas," afirma.
Sobre a exposição no Pró-Música, ÂngelaRosa comenta que estava procurando espaço para mostrar seu trabalho, quando se inscreveu na seleção promovida pelo Pró-Música, para ocupação da Galeria Renato de Almeida. Feliz com a escolha, a artista plástica comenta que esta é a sua estréia na cidade. Em Juiz de Fora, pretende ouvir a crítica das pessoas e identificar como elas sentem a sua obra.
A artista plástica tem na família o grande incentivo. O pai a matriculou em cursos de pintura: "ele quis nos deixar uma herança maior que a material: a cultura". Já a mãe a fez acreditar que poderia ir muito além dos quadros pintados para "enfeitar" a sua casa. "Todos nós somos artistas de nossas próprias vidas. Escolha seu quadro, pinte com as cores da sua alma e reconheça a beleza da sua obra de arte", recomenda.
Quando: A partir do dia 8 de setembro e até o final do mês
Onde: Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música
Quanto custa: Entrada franca