Festival celebra 15 anos de divulgação
da música colonial e da música antiga

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Divulgação

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais se apresenta na abertura do evento, no dia 18
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Julho é um mês mais do que especial para Juiz de Fora e para o Brasil. O público que aprendeu a apreciar a música colonial e antiga comemora os 15 anos do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, realizado pelo Centro Cultural Pró-Música. Nesta edição, dois grandes presentes serão dados ao público: a gravação do DVD da Orquestra Barroca do Festival e a montagem da ópera brasileira Zaíra, composta no início do século XIX. Os sons do passado vão vibrar entre os dias 18 de julho e 1º de agosto. Somente na cidade, serão 40 apresentações gratuitas que vão encher as manhãs, as tardes e as noites de quem passar por ruas, agências bancárias, igrejas e teatros. Os mais de 600 alunos que vêm de várias partes do Brasil e do mundo ora se integram, ora se destacam com seus instrumentos na correria do dia-a-dia. A abertura dos concertos noturnos do Festival será com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, um dos mais importantes grupos do país, integrado por 76 músicos sob a regência de Marcelo Ramos. Eles vão se apresentar no Cine-Theatro Central, às 20h, do dia 18. Toda a programação na cidade tem entrada franca.
O concerto da Orquestra Barroca do Festival, regida por Luís Otávio Santos, na segunda noite do evento, é um dos momentos mais esperados pelo público. A orquestra vai apresentar um repertório de resgate da música antiga e colonial, usando instrumentos antigos, no Cine-Theatro Central. A execução da maneira como era feita na época encanta o público, que, na edição anterior do Festival, mostrou maturidade e acompanhou com total silêncio e atenção o rico espetáculo. Ainda estão na programação de Juiz de Fora apresentações de outras sete orquestras e de grupos vindos de Estados Unidos, México, Itália e Portugal. Também prestigiam o evento conjuntos de várias cidades brasileiras. No penúltimo dia do Festival, a montagem da Ópera Zaíra - mais antiga ópera composta no Brasil cuja partitura sobrevive - completa um ciclo iniciado há 15 anos pelo Centro Cultural Pró-Música. Levar ao público uma obra restaurada, dando a ela o merecido valor, esquecido por vários séculos.
Cursos acontecem na Academia
Outro importante pilar do Festival é o ensino da música. Alunos vindos de várias partes do país se aperfeiçoam em instrumentos de todos os naipes de uma orquestra e em instrumentos antigos com professores reconhecidos mundialmente. O Colégio Academia, uma das mais tradicionais escolas de Juiz de Fora, é o espaço perfeito para este tipo de atividade. A arquitetura original do final do século XIX ainda é mantida. Além das 46 salas, um salão com palco e tratamento acústico, a capela e no anfiteatro ficarão disponíveis.
O Festival será realizado paralelamente nas cidades históricas mineiras de Ouro Preto e Tiradentes e no Rio de Janeiro pelo quinto ano consecutivo. Nesta edição, estão previstos cinco concertos no Rio, em parceria com Finep, Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária e Sesc/Rio, três concertos em Ouro Preto, em parceria com UFOP/Fórum das Artes, e um concerto em Tiradentes, parceria com o Centro Cultural Yves Alves. Em todas as cidades, a expectativa é de que mais de cem mil pessoas compareçam aos espetáculos, realizados em horários e locais alternativos.