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Cecília Meireles - Saudade

No próximo dia 07 de novembro, o escritor Cármine Antônio Savino Filho vai estar no Teatro Pró-Música, às 20 horas para contar as histórias e falar da poesia de Cecília Meireles no seu centenário de nascimento. A homenagem nada mais é do que a expressão da admiração pela figura humana e a paixão pela obra da escritora.
A poeta nasceu no Rio de Janeiro, no dia 07 de novembro de 1901. Profissionalmente, se dedicou a três paixões: o magistério, o jornalismo e a literatura. Publicou diversas obras nas áreas de educação, conto, poesia e crítica literária. Ao lado de Camões e Fernando Pessoa é considerada uma das maiores poetas da língua portuguesa. Cecília Meireles morreu de câncer, no dia 9 de novembro de 1964
Poeta-total
Conheci a poesia de Cecilia quando fazia o curso de Letras. Tinha que fazer um trabalho de pesquisa sobre poesia brasileira e escolhi Cecília Meireles. Debrucei-me em sua antologia poética e apaixonei-me. Constatei estar diante de uma poeta-total, cuja poética transcendia ao comum, pela exatidão de sua forma e conteúdo. Percebi que as rimas e as métricas foram substituídas pelo ritmo e pela musicalidade. Daí minha compreensão que a poesia de Cecília não era para ser lida em silêncio, mas sentida e lida em voz alta, para perceber os acordes de suas pautas musicais. A perfeição formal surge para emoldurar o conteúdo de seus poemas, com a finalidade de revelar a sua metafísica. Cada poema traz um cenário, um tema, onde toda sua problemática habitará. Percebi, também, que o poeta, na elucidação de seu tempo, revela matrizes constantes, como a fugacidade, a dor, a solidão, o pudor, a religiosidade- tudo dentro de um tempo inexorável. A autobiografia de Cecília está em seus poemas. O resto é suplementar. Conhecer a pureza de seus versos e sua alma é ler e decifrar seus enigmas em sua própria poesia. Sua partida para o universo dos anjos deu-se no dia 9 de novembro de 1964. Este acontecimento fez com que o Brasil perdesse sua companhia. Um ser raro, cuja humanidade emociona a todos, possibilitando seu congraçamento e verticalizando afeto de todos nós".
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Apresentação do Grupo Amaranto
O grupo Amaranto faz uma única apresentação no Teatro do Pró-Música, no dia 13 de novembro. No show Retrato da Vida as irmãs Flávia, Lúcia e Marina Ferraz interpretam músicas do compositor Djavan. Retrato da Vida, também, é o nome do primeiro CD do grupo que, em pouco mais de um ano de lançamento, teve as primeiras duas mil cópias esgotadas. Agora, com o patrocínio da Fundação Belgo Mineira e do apoio da Lei de Estadual de Incentivo à Cultura, o trio parte para a segunda tiragem do disco.
No show, o Amaranto interpreta doze músicas do CD e mais quatro canções preparadas especialmente para esta apresentação. As irmãs Flávia Ferraz(violão) e Lúcia Ferraz(flauta e gaita) flauta e gaita) vão tocar ao lado dos músicos Wilson Lopes, violão e guitarra, Kiko Mitre, baixos e Serginho Silva, percussão. Em Belo Horizonte, o show Retratos da Vida teve bilheteria esgotada e sessão extra, após a segunda apresentação.
Em Juiz de Fora, o show acontece no dia 13 de novembro às 20h, no Teatro do Pró-Música. A entrada é franca e os convites podem ser retirados na secretaria do teatro.
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Da esquerda para a direita: Júlio Souza, José Alberto Pinho Neves, Hermínio de
Souza Santos, Maria Isabel de Souza Santos e Angelo Oswaldo de Araújo.
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Secretário de Estado da Cultura visita a nova Escola do Pró-Música
O secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, acompanhado do
superintendente da Funalfa José Alberto Pinho Neves , visitou, no mês de outubro, as novas
instalações da Escola de Artes do Pró-Música, no bairro São Mateus. O Secretário foi recebido pelos diretores da entidade que foram muito elogiados, não só pela "nova escola"
como pelo trabalho realizado na cidade nos últimos 30 anos.
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