Durante os dias 09, 10 e 11, jovens músicos vão poder mostrar seu talento no 9º Concurso Nacional de Cordas " Paulo-Bosísio". O evento, batizado com o nome de um dos maiores violinistas do país, será palco de um verdadeiro "caça talentos". A filosofia é estimular a execução de música de qualidade e promover um intercâmbio entre os jovens instrumentistas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo do país.
A violinista Celisa Amaral Frias, acompanhada da pianista Mirta Herrera, integrantes da comissão julgadora, fazem o concerto de abertura. No programa, Sonata KV.373a, Adagio e Thema com variações-Andantino cantabile de Mozart, Canções populares Espanõlas, El Pano Moruno, Nana-Berceuse, Jota, de Manuel de Falla, além de obras de Sergei Prokofieff.
A presidente do Centro Cultural Pró-Música relata que, para participar deste Concurso, é necessário um conhecimento aprofundado. "Aqui descobrimos novos valores em termos de música", conta Maria Isabel de Souza Santos. O 9º Concurso oferece mais de R$15 mil em prêmios. Os primeiros colocados na categoria "A", que tem limite de idade até 30 anos, recebem R$1,2 mil, os segundos lugares R$1 mil. Na categoria "B", que vai até 20 anos, R$1 mil para os primeiros e R$700 para os segundos colocados. Já na "C", que concentra os mais jovens instrumentistas de até 15 anos, o prêmio para o primeiro lugar é de R$800 e para o segundo de R$500. O melhor acompanhador do Concurso ganha R$700. Os concorrentes vão ser submetidos a duas provas,eliminatória e final, sendo permitida a utilização de partituras. Passam para a final somente os primeiros e segundos colocados em cada categoria.
O projeto do 9º Concurso Nacional de Cordas "Paulo Bosísio" tem aprovação na Lei Municipal de Incentivo à Cultura "Murilo Mendes" - Fundação Alfredo Ferreira Lage (FUNALFA). O evento é realizado de dois em dois anos e tem como patrono o artista plástico Carlos Bracher.
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O Júri
Competência é o que não falta à comissão julgadora, formada pelo violoncelista, Vicente Guerra, pelo violinista Ole Bohn, que vem especialmente da Noruega para o Concurso, pela pianista Mirta Herrera e pela violinista Celisa Amaral Frias.

VICENTE GUERRA, nasceu no Rio de Janeiro. Em 1964 se graduou em Música pela atual Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1964 à 1968, fez aperfeiçoamento no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Foi professor de música da Universidade de Brasília, durante 26 anos, onde implantou o curso de violoncelo. Apresentou-se, como solista e camerista, em 31 países das três Américas, Europa e Ásia, sempre divulgando a Música Brasileira. Tem participação direta em 13 Lps e 10 cds, gravados os selos Chantecler, Festa, Philips, CBS, Basf, RBM, GLB e Comep. Cidadão honorário do estado de Nebraska, USA. Membro fundador do Quarteto de Brasília, com o qual recebeu o Prêmio Sharp- melhor disco de música clássica, referente à 1993. Guerra Vicente toca num instrumento Carlo Tononi, construído em Veneza em 1727.

OLE BOHN foi aluno de Louise Behrend na Escola de Música de Juilliard, de Ernest Glaser em Oslo e de Max Rostal na Staatliche Hochschule fur Müsik em Colônia, Alemanha. Desde 1969, vem se apresentando com as melhores orquestras da Europa, Estados Unidos e América Latina. Já lecionou no Royal Danish Music Conservatory, Conservatório de Oslo, Academia de Música da Noruega, Eastman School of Music e Boston Conservatory, entre outros.
Spalla da Orquestra da Ópera Norueguesa, foi vencedor do Grammy 94 de melhor CD de música contemporânea, com o Concerto para violino de EIIiot Carter (escrito especialmente para Ole), com a San Francisco Symphony Orchestra.

CELISA AMARAL FRIAS, de São Paulo, participou de diversos cursos de aperfeiçoamento violinístico com os seguintes professores: Max Rostal, Corrado Romano, Joseph Gingold, Jerrald Rubenstein, Ayla Erduran, Robert Mac-Duffie, Humberto Carfi e Christus Pollizoides.
Detentora de vários primeiros prêmios em concursos nacionais, atuou como solista sob a regência dos maestros: Eleazar de Carvalho, Benito Juarez, Júlio Medaglia, Lutero Rodrigues, Grahan Griffits, Walter Proust, Theo Kapsopoulos, Parcival Modulo, Cláudia Feres, Ernst Mahle.
Obteve o título de Mestre no curso de Pós-Graduação na Universidade de São Paulo em 2000. Desde 1977, faz parte do corpo docente da Escola de Música de Piracicaba como professora de violino e viola.

MIRTA HERRERA, nasceu em Buenos Aires, diplomou-se em piano no Conservatório "Juan José Castro". Venceu diversos concursos nacionais, ao mesmo tempo em que desenvolvia intensas atividades como concertista na América do Sul.
Vencedora na Itália do prêmio "Vincenzo Scaramuza" prosseguiu os estudos na Academia de Santa Cecília em Roma, com Carlos Zecchi e no Centro Internazionale Studi Musicali, com Fausto Zadra.
Como bolsista do governo alemão frequentou as aulas de Günter Ludwig na Escola Superior de Música de Colônia. Diplomou-se com a nota máxima, além de obter a "Licence de Concert" do Conservatório de Lausanne, onde esteve entre 1978 e 1980. Frequentou ainda a Escola Internacional de piano de Lausanne.
Atualmente a pianista é docente no Conservatório em Roma, sem contar que dá aulas de aperfeiçoamento na Itália e demais países.
Sua carreira é marcada por intensa atividade artística, seja tocando em recitais como música de câmara na América do Sul, do Norte, África, Ásia e Europa.
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