Grandes Nomes do cenário internacional

Meninos Cantores da Bélgica fazem abertura do Festival
Os Meninos Cantores da Bélgica abrem a programação cultural do 12º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, dia 14 de julho, às 20 horas, no Cine-Theatro Central. O coro de rapazes da escola de canto "Cantate Domino" foi fundado em 1959. O repertório do grupo reflete todos os períodos e gêneros da música coral ocidental, desde os cânticos medievais gregorianos, da Renascença e do Barroco, até as obras dos compositores contemporâneos. O coro já atuou não só nas maiores cidades européias, mas também na Argentina, Estados Unidos, México, Israel, Egito, África do Sul, Rússia, Japão, Taiwan, Hong Kong, Singapura e Austrália.
No dia 16, às 20 horas, no Teatro Pró-Música, o público vai poder assistir ao grupo norueguês Aurora Borealis. Fundado por Sverre Jensen, há três anos, o Aurora Borealis já fez turnês e concertos na Noruega, Suécia, Inglaterra, Lituânia, Marrocos e Espanha. Em pouco tempo de existência, obteve ótima reputação por parte do público e estudantes de música medieval. Além de Sverre Jensen, o grupo é formado por Javid Afsari Rad (santour e alaúde), Javid Afsari Rad (santour e alaúde), Ylvasjastad (vocal), Annehytta (viola de arco) e o brasileiro Célio de Carvalho (percussão).
O concerto de violino e piano, do dia 20, às 20 horas, na Igreja do Rosário, vai colocar no palco Daniel Guedes (violinista) e Valéria Gazire (pianista). Daniel se apresenta desde os 10 anos como recitalista e concertista nas principais cidades brasileiras e no exterior. Foi solista de várias orquestras, incluindo a Sinfônica Nacional da UFF (Niterói), a Sinfônica do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Recife, a Orquestra de Câmara do Conservatório Brasileiro de Música, a Guildhall Junior Symphony e a Bergen Philharmonic de Nova Jérsei. Além das atividades de solista e camerista, Daniel Guedes leciona, como assistente de Patinka Kopec, na Manhattan School (EUA). Já a pianista Valéria Gazire atua como camerista ao lado de importantes solistas brasileiros e estrangeiros. Integra o Trio Novarte, formado por professores da Escola de Música da UFMG, com o qual se apresentou nos Estados Unidos. Tem participado, como pianista acompanhadora, em várias edições do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, em Juiz de Fora.
No dia 21, às 16 horas, o Museu Mariano Procópio vai ser palco da arte do Ensemble Turicum. O grupo suíço usa união de uma ou mais vozes, instrumentos de cordas e cravo para dar expressividade dramática à música barroca - sua característica singular, em que o equilíbrio entre aumento e relaxamento de tensões é uma experiência única para os ouvintes. O Turicum enfatiza duas áreas em seu trabalho: a música colonial brasileira (completamente desconhecida na Europa) e a música rara e negligenciada do baixo barroco (séculos 16 e 17). Também estão incluídas, no repertório do grupo, as músicas alemã, inglesa e espanhola. O que prova que o conjunto assimilou a tradição marcante da cidade de Zurique, (Turicum, em latim), na Suíça: a de ser um ponto de encontro de várias culturas européias.

Daniel Spalding (ao fundo, de pé) rege a Orquestra da Filadelfia (EUA)
Dia 22, às 20 horas, no Cine-Theatro Central, é a vez da Orquestra de Câmara "Solistas de Londrina" (OCSL) se apresentar no Festival. Formada por treze excelentes instrumentistas, a proposta cultural e artística do grupo é divulgar, especificamente, a música de câmara erudita. Além desse repertório tradicional, a Orquestra desenvolve um trabalho de apresentação das obras de compositores brasileiros, como Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Cláudio Santoro, Guerra Peixe e Ernani Aguiar. Na temporada de 2000, a OCSL se estabeleceu como importante núcleo cultural no estado do Paraná. A Orquestra tem se apresentado com solistas de prestígio internacional, como o violoncelista Antonio Lauro del Claro, as violinistas Eva Szekely e Evgenia-Maria Popova e o oboista Bojin Nedelman. O grupo foi classificado no Concurso Rumos Itaú Cultural, no ano passado, entre os pré-finalistas da região do Paraná e Santa Catarina. Em 2001, prepara a gravação do primeiro CD, além de concertos especiais nas igrejas. A Orquestra atua sob a direção artística e musical do violinista Eugueni Ratchev.
O "Armônico Tributo" Orquestra Barroca, atração do dia 23, às 20 horas, no Teatro Pró-Música, recebeu este nome inspirado na coleção de Sonatas para Cordas do compositor Georg Muffat. A orquestra foi fundada por um grupo de músicos brasileiros, especializados na prática de música antiga, que estudaram na Holanda com grandes nomes do cenário internacional, como Gustav Leonhardt (cravista e companheiro de Sigiswald, na Orquestra La Petite Bande), Sigiswald Kuijken (violinista barroco, fundador da Orquestra La Petite Bande, que vai estar presente no 12º Festival, em 2001) e Jacques Ogg (professor de cravo da Escola Real de Haia, Holanda, presente em diversas edições do Festival. Utilizando-se de uma formação típica da época, a Orquestra envolve, no mínimo, sete músicos (cinco instrumentos de corda, um cravo e um órgão de câmara/fortepiano) agregando-se ainda outros tantos, dependendo das necessidades. O repertório é amplo, envolvendo não somente o Barroco europeu como também a música do Brasil-Colônia e Império.
Fundada em 1991, a Orquestra de Câmara Virtuoses da Filadélfia, dos Estados Unidos, tem uma abordagem inovadora ao interpretar pontos altos do repertório camerístico - desde o Barroco até o século XX. O grupo aproveita o fato de estar em um dos maiores centros musicais do mundo. Recentemente, gravou seu primeiro CD, descrito pela revista inglesa Piano Forte como um verdadeiro sucesso, cheio de idéias novas e altamente refinado. A Orquestra de Câmara Virtuoses da Filadélfia já se apresentou nos principais palcos americanos, incluindo o Lincoln Center e o Carnegie Hall. A apresentação em Juiz de Fora está marcada para o dia 25, às 20 h, no Cine-Theatro Central.
A Orquestra de Câmara de Tatuí, de São Paulo, vai encerrar a 12ª edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga com um concerto, dia 29 de julho, às 18 horas, no Cine-Theatro Central. A Orquestra foi fundada, em 1992, a partir de um projeto de semi-profissionalização de conjuntos, criado pelo regente Adriano Machado e com o apoio do maestro Antônio Carlos Neves Campos, diretor do Conservatório Dramático e Musical "Dr. Carlos de Campos", de Tatuí. Era a oportunidade para alunos, já adiantados nos cursos, integrarem como estagiários em um conjunto de nível profissional. Assim, o aluno saía do Conservatório com uma excelente bagagem teórica, técnica instrumental e prática em conjunto. A Orquestra de Câmara de Tatuí já fez concertos com artistas consagrados, como Paulo Bosísio, Roberto Minzuck, Eugênia Poppova, Eliza Fukuda, Zígmund Kubala, Claudio Cruz, Roman Mekinulov, entre outros.