Centro Cultural Pró-Música


  Home

  Agenda do Teatro

  Escola de Artes

  Programação
Cultural do Festival


  Instrumentos de
Época


  Outras Cenas

  Novo Site

  Concerto do Mês

  Expediente

  Edição Anterior



Novo Site


Festival de cara nova na Internet

    O 12º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, deste ano, está de cara nova na Internet. O novo site está no ar no endereço www.promusica.org.br/festival. As diversas mudanças foram criadas e desenvolvidas pela empresa GeraesNet, ligada ao provedor Terra, de Juiz de Fora, que hospeda o site do Centro Cultural. O novo site do Festival ainda está em construção, mas fica pronto na primeira quinzena de julho. Novas tecnologias aumentaram as possibilidades de divulgação do Festival e das diversas atividades realizadas pelo Pró-Música. Vão ser oferecidos recursos de áudio e imagem, além de um setor de informações, com atualização permanente. No link Imprensa vão ser disponibilizados os textos enviados aos veículos de Comunicação do país (press releases), facilitando a vida dos jornalistas.

    "As informações vão ser produzidas pela equipe de Comunicação, que enxerga na Internet a mídia em potencial para a divulgação do evento. O site foi criado em 1996, para o 7º Festival, e precisava passar por reformulações. O trabalho em parceria com o provedor Terra, que aceitou o desafio, vem ampliar a divulgação dos projetos do Pró-Música e das atividades da Assessoria, que ganha em velocidade e qualidade da informação disponibilizada", assegura Alice Arcuri, Assessora de Comunicação do Festival.

    Marcos Kopschitz, um dos diretores do provedor e coordenador da equipe do GeraesNet, aposta em um novo projeto gráfico e na ampliação da oferta de conteúdo para os internautas, por meio da parceria com o Centro Cultural. Nem mesmo os patrocinadores foram esquecidos. As logomarcas estão presentes no site, em agradecimento às empresas que continuam investindo e acreditando no projeto do Festival.

    Uma parte do novo site será uma espécie de Sala de Concertos, onde os internautas vão poder ouvir trechos dos CDs dos Festivais passados e, eventualmente, copiar os arquivos para seu computador, tendo assim a possibilidade de ouvir as músicas quantas vezes quiserem. Esta novidade ajuda na divulgação da música antiga e colonial brasileira, proporcionando a um número cada vez maior de pessoas a possibilidade de apreciar esses gêneros musicais.

    Vão estar também disponíveis no site imagens dos cartazes das outras edições do Festival, das capas dos CDs, diversas fotos do 11º Festival, de 2000, do 12º Festival, deste ano, dos locais dos concertos, das demais programações culturais (teatro, literatura e artes plásticas), das pessoas envolvidas na organização e dos participantes do evento, como regentes, solistas, professores, musicólogos e grupos musicais, que terão também seus currículos no site.

    Outra novidade é o Boletim de informações sobre o Festival, que permite um contato rápido com os organizadores e com outros participantes. "Todo tipo de informação sobre o Festival será enviado por esse Boletim: cursos novos, mudanças de locais de concerto, andamento do Festival... Para tudo isso basta a assinatura. É um canal de comunicação direto com os interessados", afirma Marcos Kopschitz. Este boletim eletrônico será enviado para qualquer pessoa que acesse o site e preencha a ficha de inscrição.

    Algumas publicações do Festival e do Pró-Música vão ter espaço no site, como o Jornal Pró-Música, produzido, mensalmente, pela Assessoria de Comunicação da entidade e o Jornal Opus Brasiliensis. "O Opus é um periódico de pesquisa, impresso com recursos do Festival. Divulga o evento, o Pró-Música e a história cultural de Juiz de Fora e possui um Conselho Editorial formado por pesquisadores da UFJF e de outras Instituições e pela direção do Centro Cultural. O jornal é redigido por alunos do último ano do Curso de Jornalismo, da Faculdade de Comunicação da UFJF e está na 3ª edição. Este ano, os alunos do 7º período criaram a versão online do jornal, que vai ser linkada no site do Festival", se entusiasma Alice Arcuri, editora do Opus.

    O provedor Terra, parceiro do Pró-Música, vai estar disponibilizando também o serviço de webcards (cartões postais eletrônicos), onde os participantes do evento podem enviar e-mails para seus conhecidos. Alguns postais têm imagens do Festival de 2000 e do cartaz deste ano. Marcos Kopschitz, garante que "nos primeiros dias do 12º Festival serão disponibilizadas fotos do evento, como apresentações das orquestras. Assim, quem estiver participando do Festival, poderá mandar um webcard para seus familiares e amigos, mostrando o que está acontecendo. As belas imagens do evento servem como recordação dos bons momentos em Juiz de Fora.

    Outro projeto é a criação de uma Lista de Discussão pública onde participantes do evento e pessoas interessadas em música podem se inscrever, bastando assiná-la e levantar questões sobre o Festival. A lista é aberta, servindo até mesmo para que as pessoas vendam instrumentos, procurem partituras, divulguem suas teorias musicais e para que os músicos profissionais façam a divulgação de seus concertos.

    Durante os dias de programação, o Terra vai montar quiosques, próximos ao Teatro Pró-Música, equipados com computadores e conexões à Internet para o envio dos postais, de e-mails e navegações no Portal Terra e no novo site do Festival. "Por meio de uma webcam vai ser possível colocar no ar, durante os 15 dias do evento, vários nomes da música para um bate-papo com internautas de diversas regiões do país e até mesmo do exterior", propõe Marcos Kopschitz.


    Festival faz estórias...

    Em 12 anos de trajetória, o Festival tem muitas estórias para contar. Durante o evento, Juiz de Fora se transforma em ponto de encontro dos amantes da música. Pessoas de várias regiões do país e do exterior estão presentes dividindo experiências, com o intuito de se qualificarem e de retomarem o passado musical.

    Magno Boanerge, 71, é uma memória viva dessa história. Ele é o segundo trompista da Orquestra Filarmônica de Juiz de Fora e, desde 1997, participa dos festivais. "Toco este instrumento de sopro há cinco anos e todos os anos procuro me especializar". O trompetista é um apaixonado pelo professor Carlos Gomes, do Rio de Janeiro. "Foi ele quem me introduziu na trompa", afirma. No 11º Festival, de 2000, Magno participou de uma oficina com o professor carioca e até hoje mantém contato com o mestre. Este ano, o músico de Juiz de Fora não vai participar. "Acabei de fazer uma cirurgia, mas no próximo ano, se Deus quiser, estou de volta".

    O primeiro contato com o evento de Oliver Yoshio, 22, foi aos 15 anos. Natural de Curitiba, o violinista participou do 4º Festival, em 1993, e está voltando este ano. "O Festival foi o primeiro encontro que tive com um trabalho marcado pelo estilo de época". Oliver cursou a oficina de violino, ministrada por Paulo Bosísio, do Rio de Janeiro e confessa: "o principal motivo da minha participação foi o professor. Eu acompanho a carreira dele e onde o Paulo vai eu estou". Este ano, o jovem violinista volta ao Festival, junto com sua esposa Rúbia Maspolini e pretende, inclusive, ir até as cidades históricas para assistir aos concertos.

    Maria da Conceição Ferreira, 35, se inscreveu no Curso de Flauta Doce do 11º Festival e este ano vai participar de novo. Ela é aluna da Escola de Artes Pró-Música, toca flauta há três anos e participa do Coral da Instituição. "Sentia necessidade de ler partituras, por isso, fiz o curso e me apaixonei pelo instrumento. O ritmo do curso foi puxado, mas é bom por que você se sente obrigado a estudar mais".

    A história do paulista Wagner Kubota, 43, não é muito diferente. É a terceira vez que ele participa do evento. O paulista fez o Curso de Regência Coral, em 1998, e foi por meio do Festival que ele conseguiu realizar alguns de seus projetos. Em 1999, Wagner visitou dez cidades do interior paulista e conseguiu reunir 14 corais. A conclusão do trabalho foi a montagem de um grupo com 450 integrantes. O Coral fez uma apresentação natalina, para um público de cerca de 6 mil pessoas, na cidade de Araçoiaba da Serra, perto de Sorocaba (SP), sob sua regência. "Foi no Festival que tive a motivação e subsídio para conduzir um grupo tão grande, tanto, que no ano seguinte, não pude participar por estar envolvido nesta atividade", relata o regente. Wagner fez contatos durante as atividades do Festival e conseguiu aprimorar o repertório natalino. Este ano, ele se inscreveu em Canto Madrigal e aplaude a participação dos Meninos Cantores dos Bosques de Viena (Áustria) e dos Meninos Cantores da Bélgica no Festival.


Carlos Gomes, professor de trompa,
tem influenciado alunos do Festival a estudar trompa



Centro Cultural Pró-Música
promus@terra.com.br