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Escola de Artes Pró-Música
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Mudança e Crescimento

Professores e funcionários na frente da antiga Escola Pró-Música
A Escola de Artes Pró-Música está em novo endereço. Desde o início de junho, as atividades foram transferidas para a rua Coronel Pacheco, 28, prédio da antiga Casa da Providência, em São Mateus. A nova sede tem 32 salas, algumas com isolamento acústico e com ar condicionado e uma área para os alunos trocarem idéias e se relacionarem. Os pais também ganharam uma secretaria e espaço para atendimento amplo e confortável. A diretoria já vinha, há dois anos, procurando um outro local para a Escola devido à decisão do proprietário, dos dois imóveis da rua Espírito Santo, de demolir as casas para a construção de um prédio.
A atual transferência da Escola para um novo local, após 13 anos, não preocupou a diretoria do Centro Cultural Pró-Música, por já ter, em seu currículo, quatro outras mudanças. A primeira vez foi em 74, quando iniciaram a construção da sede na avenida Rio Branco e passaram da sala do Fórum da Cultura, da Universidade, no centro de Juiz de Fora, para pequenos boxes em madeira, construídos na Rua da Cultura, entrada do Pró-Música, ampliando o atendimento aos alunos. Depois veio a casa da esquina da rua Antônio Carlos com a avenida Rio Branco, também no centro, espaço cedido pelo engenheiro Jarbas de Souza. Nessa época, a Escola passa de 200 alunos para 1000. Após dois anos neste endereço, o prédio foi requisitado pelo proprietário para ser demolido e a Escola partiu para o prédio do Instituto Granbery, onde permaneceu por menos de um ano.
Desde a primeira sede da Escola até os dias atuais, a diretoria tem uma preocupação constante com a melhoria do atendimento aos alunos, garantindo a qualidade de ensino e apostando na procura de novas vagas para seus cursos. O professor de violão, guitarra e contrabaixo, Rodrigo Bastos, diz que com a mudança para São Mateus não terá cancelamento de matrículas entre seus alunos. Ele acha ótima a idéia de ir para um local mais adequado porque dava aulas em uma estrutura física adaptada, não ideal ao ensino da música.
Segundo Maria Isabel de Sousa Santos, diretora-Presidente do Centro Cultural Pró- Música, esta transferência é mais um avanço nestes 30 anos de fundação. A Escola, a partir de agora, vai reunir, em um único local, as qualidades dos inovadores métodos de ensino Suzuki e Robert Pace, propiciar liberdade aos alunos, para escolherem o que querem aprender, e reciclagem aos professores.
Outros aspectos importantes da transferência para São Mateus são a redução da poluição sonora, ao contrário da intensa movimentação no centro da cidade, como bem lembra o professor Fernando César de Oliveira, e a facilidade em estacionar, parar e manobrar os carros, dos que levam e buscam os alunos e trabalham na Escola.
Em meio a tantas histórias, estão presentes as discussões dos alunos em relação à localização. Leíse Renhe, 13 anos, aluna de violino, não gostou nem um pouco desta transferência. O motivo é que Leíse mora em frente ao último endereço, na rua Espírito Santo, e vivia na Escola. Já Débora Santana, moradora de São Mateus, está adorando a mudança. É bom lembrar que apesar dos inconvenientes no centro da cidade, muitos alunos, residentes em bairros mais distantes, vão ter que andar mais rápido ou pegar dois ônibus para chegarem no horário das aulas. Em todas as discussões fica a certeza de que a determinação dos diretores do Centro Cultural Pró-Música é a garantia da evolução do ensino da música, das artes e da cultura em Juiz de Fora.
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Orquestras querem mais apoio do Governo
O maestro Nelson Nilo Hack esteve, em Brasília, nos dias 7, 8 e 9 de maio, representando o Centro Cultural Pró-Música, no I Fórum das Orquestras, que reuniu maestros, instrumentistas, administradores e profissionais da área. O evento foi promovido pela Secretaria de Música e Artes Cênicas, do Ministério da Cultura, com o intuito de criar uma política sistemática de apoio às Orquestras do país.
O principal objetivo do Fórum foi o de conhecer o número de Orquestras existentes no Brasil e suas maiores dificuldades. Os temas abordados pelos participantes foram levantados por minuciosa pesquisa, originada na Academia Brasileira de Música e coordenada pela musicóloga Valéria Peixoto. A pesquisa traçou o panorama atual dos conjuntos nacionais, revelando as dificuldades na aquisição e manutenção de instrumentos, a falta de programas de qualificação de músicos, de sede e subsídios e as dificuldades de acesso às partituras. Esses entraves, apontados pelo mapeamento, foram retomados nas discussões do Fórum, visando o encaminhamento de propostas que orientem as ações do Ministério da Cultura no setor.
Nelson Nilo Hack teve oportunidade de se comunicar com vários regentes de Orquestras do país, que chegaram à conclusão da necessidade dos conjuntos estarem em permanente contato uns com os outros. "Nós não sabemos, em Juiz de Fora, o que se passa em São Paulo, São Paulo não sabe o que se passa no Rio de Janeiro, e assim por diante. A imprensa, no terreno cultural, é escassa, atuando mais na área da política e do esporte, deixando os interessados neste assunto sem informações".
O maestro Hack é diplomado em violino e oboé pela Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil, na classe da professora Paulina D' Ambrósio. Atualmente, rege as Orquestras Jovem e de Câmara do Pró-Música de Juiz de Fora. Na posição de destaque que hoje está, Nelson se sente feliz e à vontade para afirmar que "o Centro Cultural ocupa um lugar privilegiado no contexto brasileiro. O que se realiza em Juiz de Fora deveria estar acontecendo em vários lugares do Brasil".
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Centro Cultural Pró-Música
promus@terra.com.br

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